terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
Texto: Simbiose.
Texto em homenagem a um grande parceiro:
E um dia ouvimos que somos muito sensíveis. Por querer-te, por guardar-te, por me desfazer pra te deixar entrar, por me reconhecer nas coisas novas que me mostra, por me refazer de mim a cada porta que me abres? Não faço isso por ti, mas por mim. Me doar não é me perder, é me achar. Se me perco é por que me encontro em teus braços, e neles faço morada, me desprendo do que nunca foi meu para encontrar abrigo no que é teu. Que dó de quem não perde a identidade e os passos ao encontrar um amor. Pra me achar, preciso me perder de mim, e sem identidade vago tateando, experimentando, saboreando, sentindo, coisas que sob meu ponto de vista anterior, não seria jamais instigado a experimentar. Quando me perco e saio de mim, dou uma nova luz a minha vida e largo os preconceitos para me entregar sem escrúpulos ao novo que a vida me oferece. O que você não percebe é que perder é ganhar, ganho quando entro em teu mundo e nele faço morada para tirar algo que me identifique, e ao me identificar, o que é teu, já não é mais teu, é meu, me aposso do que passou a me pertencer. Sou a falta de identidade que me faz abrir os braços para o que a vida me oferece, sou a falta de verdades que assume o que é dos outros por meu. Sou sensível sim, às mudanças, pena de quem não é.
E um dia ouvimos que somos muito sensíveis. Por querer-te, por guardar-te, por me desfazer pra te deixar entrar, por me reconhecer nas coisas novas que me mostra, por me refazer de mim a cada porta que me abres? Não faço isso por ti, mas por mim. Me doar não é me perder, é me achar. Se me perco é por que me encontro em teus braços, e neles faço morada, me desprendo do que nunca foi meu para encontrar abrigo no que é teu. Que dó de quem não perde a identidade e os passos ao encontrar um amor. Pra me achar, preciso me perder de mim, e sem identidade vago tateando, experimentando, saboreando, sentindo, coisas que sob meu ponto de vista anterior, não seria jamais instigado a experimentar. Quando me perco e saio de mim, dou uma nova luz a minha vida e largo os preconceitos para me entregar sem escrúpulos ao novo que a vida me oferece. O que você não percebe é que perder é ganhar, ganho quando entro em teu mundo e nele faço morada para tirar algo que me identifique, e ao me identificar, o que é teu, já não é mais teu, é meu, me aposso do que passou a me pertencer. Sou a falta de identidade que me faz abrir os braços para o que a vida me oferece, sou a falta de verdades que assume o que é dos outros por meu. Sou sensível sim, às mudanças, pena de quem não é.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Poesia: Ajustes...
As horas passam,
sempre as horas...
Tudo está em seu lugar de origem.
Guardadas as coisas do armário,
pendurados os quadros da parede,
Varrida a poeira da rua,
enxugado, lavado, torcido.
Exatamente como antes.
Mas as cores estão diferentes,
ficaram dissonantes.
Algo se foi,
e deu vazão a outro porvir.
De dentro se enxerga tudo distante,
Tão distante que não existe movimento.
São pequenos trechos,
de cantos sussurrados,
Cores distorcidas.
sempre as horas...
Tudo está em seu lugar de origem.
Guardadas as coisas do armário,
pendurados os quadros da parede,
Varrida a poeira da rua,
enxugado, lavado, torcido.
Exatamente como antes.
Mas as cores estão diferentes,
ficaram dissonantes.
Algo se foi,
e deu vazão a outro porvir.
De dentro se enxerga tudo distante,
Tão distante que não existe movimento.
São pequenos trechos,
de cantos sussurrados,
Cores distorcidas.
terça-feira, 19 de julho de 2011
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